domingo, 21 de agosto de 2011

Com o priquito aberto




































Caxias - Ma, 21 de Agosto de 2011



Eu, Isabel, saudei Sodoma por todos os meus dias com o rabo aberto. Por isso não procriei até longa idade. Zacarias, o pederasta com o qual me casei, deu-me lições de sexualidade em nossas núpcias, explicando-me que a vagina era coisa completamente dispensável. “Vagina?!” Era assim que exclamava, seguindo: “Você acha que eu vou enfiar o meu cacete nessa coisa lânguida e molhada?” E assim me arregaçava o cu, dando lambidinhas e lhe conferindo elogios extremados. Pedia para que eu também lhe arregaçasse, também lhe lambesse e lhe enfiasse a mão. Assim, vivi por longos anos – virgem e pura – acreditando nos pérfidos ensinamentos do viado com o qual eu me casara. Um dia, ao completar sessenta anos, estava eu – à beira do rio Jordão, com o priquito aberto a lavá-lo com sabão e água ( e quanto prazer eu tinha ao me lavar! Ao ensaboar meus negros cachos à beira de águas tão santas! Ensaboava meus cachos, enfiava fundo o dedo na xana, e ficava naquele vai e vem...), foi quando vi Gabriel, o agricultor. Gabriel postou-se frente às minhas pernas abertas à beira do rio, baixou as calças, me mostrou o pau rijo e falando-me: “Velha safada, é agora que eu tiro esse cabaço encruado.” E deste modo, a foda se consumou, Gabriel, o qual o cacete parecia mais um anjo, cujas asas eram testículos firmes e altivos prontos para voar, rasgou meu priquito com o pau que saiu ensangüentado. Ardeu horrores, fiquei sangrando desfalecida a beira do rio. Gabriel saiu aos gargalhos dizendo: “Teu cu esfolado já não quero, velha pilantra, fica pro teu marido, o corno.” E foi assim que concebi João Batista, o homem que viria a comer o cu de Yehoshua.




Fonte:afilhadesade.blogspot.com






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